Uma história de mar e arroz
Da ocupação romana em Tróia, com o seu importante complexo industrial de conservas, à fixação de população ligada à cultura do arroz nos séculos XIX e XX, o Carvalhal construiu uma identidade única entre a terra e o mar.
Entre a serra, o rio Sado e o mar, no concelho de Grândola.
O Carvalhal é uma freguesia do concelho de Grândola, distrito de Setúbal, que se estende desde o interior até à península de Tróia. É conhecida pelas suas praias premiadas com Bandeira Azul, pelo património romano de Tróia e pela tradição agrícola ligada ao arroz.
Da ocupação romana em Tróia, com o seu importante complexo industrial de conservas, à fixação de população ligada à cultura do arroz nos séculos XIX e XX, o Carvalhal construiu uma identidade única entre a terra e o mar.
O Carvalhal combina praias de eleição, património arqueológico romano e uma forte tradição gastronómica ligada ao arroz e ao marisco.
As Ruínas Romanas de Tróia, classificadas monumento nacional, são o património mais importante da freguesia.
A freguesia tem como orago São Romão, cuja festa se realiza a 9 de agosto. Em agosto celebra-se também a festa de Nossa Senhora de Troia.
Fonte: Junta de Freguesia do Carvalhal - Caracterização (abre numa nova janela)
A Capela de Nossa Senhora de Troia situa-se na Caldeira, na freguesia do Carvalhal. O carácter religioso do local de Troia mantém-se até hoje através desta capela.
Fonte: Junta de Freguesia do Carvalhal - Visitar (abre numa nova janela)
Realiza-se uma feira na 1.ª sexta-feira de cada mês, e a freguesia tem as Marchas Populares de Santo António. Entre a gastronomia local destacam-se a caldeirada e o ensopado de enguias.
Fonte: Junta de Freguesia do Carvalhal - Caracterização e Visitar (abre numa nova janela)
As cabanas de colmo eram habitações de trabalhadores rurais e salineiros, construídas com os materiais abundantes na zona.
Fonte: Junta de Freguesia do Carvalhal - Visitar (abre numa nova janela)
A ocupação mais antiga da zona do Carvalhal remonta ao Mesolítico, de que há várias estações no curso do rio Sado. As terras da margem esquerda do Sado, incluindo o Carvalhal, pertenceram à Casa do Infantado, constituída em 1645 e extinta em 1836, quando os seus bens foram vendidos em hasta pública.
A principal riqueza histórica da freguesia são as ruínas romanas de Troia, um complexo industrial de salga de peixe que terá começado a laborar na época dos Júlio-Cláudios e foi abandonado por volta do século VI. Veem-se ainda os tanques das cetárias, as termas, a basílica paleocristã e uma necrópole. As primeiras escavações, por iniciativa da futura D. Maria I, ocorreram no século XVIII.
Em 1890 o Carvalhal surge na Carta Agrícola apenas como sítio. A fixação de população começou na década de 1960, quando a Herdade da Comporta foi adquirida pela família Espírito Santo. Pertenceu ao concelho de Santiago do Cacém até 1895, passando então para a freguesia de Melides; a freguesia foi criada em 1987, segundo a Junta.
Com cerca de 82 km2 e uma orla costeira de cerca de 30 km, é a freguesia mais recente do concelho de Grândola. Os Censos de 2011 contaram cerca de 1630 habitantes e os de 2021, 1518, segundo dados do INE reproduzidos por um agregador. Compõem-na os lugares de Carvalhal, Lagoa Formosa, Pego, Pinheiro da Cruz, Soltroia e Troia.
Até à década de 1960 a economia assentava na agricultura (arroz, batata), na silvicultura (madeira, pinhão, resina) e na criação de gado. Deslocou-se depois para o turismo, primeiro com o complexo da Torralta, em Troia, e depois com a Soltróia e outros empreendimentos. O território é sobretudo dunas arenosas e sapais, com arrozais, pinhais e alguma vinha.
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